quinta-feira, 28 de maio de 2009

|publicidade | aberto para obras

o antigo aki de alfragide está em remodelações e quando reabrir em pleno surgirá como leroy merlin ... entretanto mesmo com as obras a decorrer a grande superficie de bricolage continua em funcionamento e no seu exterior tem o delicioso trocadilho "aberto para obras", que achei brilhante ...

| arte | video | sorry i'm late de Tomas Mankovsky

| acrobatico | o poema que li de olhos fechados



WELL WE KNOW WHERE WE'RE GOIN'
BUT WE DON'T KNOW WHERE WE'VE BEEN
AND WE KNOW WHAT WE'RE KNOWIN'
BUT WE CAN'T SAY WHAT WE'VE SEEN
AND WE'RE NOT LITTLE CHILDREN
AND WE KNOW WHAT WE WANT
AND THE FUTURE IS CERTAIN
GIVE US TIME TO WORK IT OUT
We're on a road to nowhere
Come on inside
Takin' that ride to nowhere
We'll take that ride
I'm Feelin' okay this mornin'
And you know,

We're on the road to paradise
Here we go, here we go

We're on a ride to nowhere
Come on inside
Takin' that ride to nowhere
We'll take that ride
Maybe you wonder where you are
I don't care

Here is where time is on our side
Take you there...take you there

We're on a road to nowhere
We're on a road to nowhere
We're on a road to nowhere
There's a city in my mind
Come along and take that ride
and it's all right, baby, it's all right
And it's very far away
But it's growing day by day

And it's all right, baby, it's all right
Would you like to come along
and you could help me sing this song?
And it's all right, baby, it's all right
They can tell you what to do
But they'll make a fool of you
And it's all right, baby, it's all right
We're on a road to nowhere


... e porque este poema é um dos da minha vida, não tem nome em mim ...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

| design | Ich&Kar | avoir

Tenho de admitir que um dos meus maiores traumas na língua francesa são o avoir e o etre, estes dois verbos sempre foram o meu ódio de estimação desde os tempos de aulas, muito embora sempre me tivesse safado na disciplina com confortável avontade, eu nunca consegui fixar o significado de cada um deles! É estranho como o meu cérebro nunca aceitou a compreensão do que os distinguia, baralhando-os completamente ... avoir será ter e etre ser ? ou será etre ter e avoir ser ? ... lembro-me de em inicio de teste de francês mal as folhas de teste eram entregues, a primeira coisa que escrevia no enunciado era logo: etre = ter e avoir = ser .... calma! calma! eheeh ... eu sei que me enganei, fi-lo propositadamente para dar alguma emoção a este texto ... ehehe ... na verdade escrevia: avoir=ter e etre=ser ... para aí sim, começar a prova despreocupadamente ... são coisas inexplicáveis na nossa existência ...
Por esta razão achei perfeitamente delicioso o facto da domestic comercializar uma tira autocolante (da dupla de designers Ich & Kar) em jeito de papel de parede com o verbo avoir impresso ... o jeito que não teria dado á minha mãe que de tantas formas e jeitos tentou que eu fixasse os malogrados verbos! Chegou com muitos anos de atraso ... mas ainda assim saúdo o facto ... e leva-me a pensar que afinal não serei só eu com esta dificuldade ... eheh...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

| desporto | futebol | sporting clube portugal

fim de época. somos tetra-vice campeões ...

domingo, 24 de maio de 2009

| arte | dança | ines & Yuhi


Orgulhosamente apresento ... a minha prima Inês ... "Perfect coda from students of the National Conservatory of Lisbon" ... brilhante ...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

| musica | video | radiohead - house of cards

York vs USA ?! polémicas á parte ... intensamente brilhante ...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

| arte | julian beever | chiado, lisboa

A Pepsi traz a Lisboa Julian Beever artista inglês famoso pelas suas pinturas de rua de efeito 3D que de 20 a 24 de Maio irá transformar o passeio do largo Camões numa ilusão optica surpreendente! imperdivel ...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

crise Acredito


Crise... a palavra que o mundo descobriu e massificou nos últimos tempos, a peste do século, a idealização do "papão" das histórias infantis ... "finalmente" o mundo descobriu o quanto ditatorial e reprimente pode ser um "conceito", sim, "finalmente", porque há muito que o nosso Portugal a descobriu (penso mesmo que não me enganarei se disser que é um fenómeno pós Era dos Descobrimentos), agora o mundo apoderou-se dela, e, claro está, Portugal perdeu uma enorme oportunidade de negócio ... imagine-se um Portugal visionário a franchisar o conceito "crise", hoje estaríamos a cobrar as comissões e provavelmente bem mais desafogados .... mas isso seria matar a crise, a nossa crise ... e depois ... que seria do fado? ....

e como ultimamente todas a conversas de café, restaurante ... passam por pequenos minutos que sejam por este tema ... aqui fica uma pequena explicação do fenómeno ... sem riscos de interrupções ... "The Crisis of Credit" de Jonathan Jarvis da Art Center College da Pasadena, California

sexta-feira, 15 de maio de 2009

it was 16 years ago ...
Relembraram-me que hoje faz 16 anos que este bilhete me levou ao primeiro encontro pessoal com os U2 ... 16 anos! ... e tudo me parecia gigantesco, desde o momento, das horas, das distâncias ... o impossível estava prestes a tornar-se possível ... hoje, quase de malas aviadas para Dublin, sorrio com todas as ambições desse tempos ... Há quem diga que "a saudade é uma extravagância. É amor que se gasta sem proveito" - MEC, mas aqui e agora, extravagantemente tenho saudade desse dia (luminoso e quente como o de hoje), desse tempo ... a 16 anos de distância percebo que a poesia das mesmas musicas, essas, subsistem com a mesma força e significado e que são hoje tão minhas como o eram nessa altura ... só minhas ...
últimos sons ao vivo ...
pete doherty | live | musicbox lisboa | 09.05.09
david byrne | live | coliseu lisboa

oasis | live | pav atlantico lisboa | 09.02.15

quarta-feira, 13 de maio de 2009

i'm only sleeping ...

... e quando uma das nossas canções de sempre é desenhada?....
O ESTRANHO CASO DE THOMAS BEATIE | TVI24 | DOC

.. de repente em frente á tv, questiono-me sobre até onde a tolerancia é tolerável ?! Sinceramente já não sei, fiquei confuso ao assistir o documentário sobre Thomas Beatie, o primeiro "homem grávido"... sempre me tive como uma pessoa tolerante, por sentir que a vida é muito pequena para nos perdermos em julgamentos, cada um deve gastar o seu tempo da forma que mais lhe faz feliz, devemos sempre aceitar as ideias, os outros tal como são, mesmo que não concordemos. Ainda assim .. não consigo deixar de ficar arrepiado com as imagens que assito de forma incredula! Respeito e apoio a adopção por parte de qualquer nucleo familiar, hetero, homossexual... acredito na necessidade da partilha de um amor a dois por um ser pequeno e desprotegido ... acredito sinceramente nisso ... mas também tenho a certeza que um homem não pode dar á luz ... e sinceramente não entendo que alguém não se sinta á vontade com o corpo que nasceu, com a sua singularidade ao ponto de se transformar legitimamente, conceba a ideia de gerar um ser em si... que me desculpem a intolerancia mas é contra natura, um contra-senso!..
Acredito na ciencia, nao sou preso a dogmas, mas nao acredito na subversão da Humanidade, naquilo que mais essencial ela tem, a maternidade! ... o estranho caso de Thomas Beatie ...



OREN LAVIE HER MORNING ELEGANCE | VIDEO-CLIP

Para todos os que quanto eu sonham todos os dias enquanto dormem ...
não é fácil ... mas é delicioso ...

STEVE MCQUEEN HUNGER | CINEMA

Hunger é um daqueles filmes que desde o primeiro milimetro de pelicula projectado nos dá a sensação de nos estarem a esmurrar fortemente no estomago, tamanha a intensidade dramática que carrega, é preciso portanto estar-se preparado para a constante agonia que estaremos sujeitos...
Hunger retrata o histórico incidente da luta dos "cobertores" e "higiene" organizada por prisioneiros republicanos afectos ao IRA das cadeias de Belfast, que resultou numa greve de fome encabeçada por Bobby Sands, deputado republicano eleito a quem como a todos os outros prisioneiros foi negado o estatuto de prisioneiros politicos ... é certo que esta luta separatista e luta por uma indepencia na Irlanda do Norte foi já muitas vezes retratada pelo cinema, mas com toda a certeza, nunca o foi como Steve Mcqueen o fez
. em Hunger a dor é tratada com a altivez de um ideal perseguido e aceite como destino maior de Homens ávidos de liberdade e justiça ... tudo isto transborda do ecran de modo simples, através do realce dos pequenos gestos, dos grandes silencios, das dolorosas rotinas, das pequenas sensações de liberdade roubadas, dos intensos e lentos planos de camara, iluminados de forma sublimar ... fazendo-nos sentir a angustia da dor como poesia dura e implacável, também ela bela, pela força da convicção, da certeza do "basta", da busca pela liberdade ...
Steve Mcqueen, fotografo, escultor, reallizador habituado a curtas-metragens mudas e a preto e branco, mostra que sabe "domar" a imagem, a luz, de forma intensamente poética, sem necessidade da palavra, no entanto um dos momentos mais marcantes do filme da-se aquando de um longo dialogo entre um padre e Bobby Sands, onde ambos esgrimem opiniões, num exercico ideologico e teologico carregado de respeito e humanidade, sabendo ambos á partida que nenhum conseguiria demover o outro da sua visão, num momento dramático de exepção ...
Hunger é dificl, duro, intenso, avassalador, revoltante, desumanamente humano ... ao ponto de que quando termina, sentir-mos um alivio libertino.
Poéticamente doloroso ... +++++
FRANZ FERDINAND TONIGHT | CD |
Os Franz Ferdinand regressam com o seu 3º album de originais "Tonight" e com eles regressa também seu som "arty-riff-rock", poderoso, tão marcado pelos riffs de guitarra "cortados" explorados até á exaustão em constante "loop" sincronizado e que explodem em energeticos refrões dançáveis, tudo isto volta a estar presente no seu novo trabalho, ou não fosse isto mesmo que personificou o som destes escoceses ? mas ... em Tonight nota-se que a banda tentou ir um pouco mais além do óbvio, recalcando bem fundo todas estas referencias e apimentando-as com electro-sintetizadores e vocalizações em contratempo, resultando assim num album com um som bem mais musculado e militarizado, os temas tendem para uma negritude não muito usual nos Franz Ferdinand, embora os refrões desviem de forma segura desse peso retornando-nos nesse momento ao registo aceitável pelas "massas", tudo isto subtilmente alinhado e marchando de forma primorosa ...
Ulisses o 1º single é um bom 1º cartão de visita que sintetiza de alguma forma os terrenos por onde os Franz Ferdinand deambulam em Tonight ... Ressalvo What She Came For pelo seu som simétrico-militarizado, Can't Stop Feeling que nos apresenta uns FF meio "Depechianos" (num tema de 7 minutos), Lucid Dreams com toque a Sgt Pepper e Dream Again que por instantes (breves) me levou ao universo b-side dos Pulp! tudo isto Fernandizado!
Coeso, astuto, seguro e ligeiramente arriscado ... muito bom ... +++